A comunicação é um dos pilares do sucesso de uma empresa. Sabemos que está a cumprir o seu papel quando constrói uma ponte segura e atrativa entre o que ela oferece e o que o mercado procura.

Ponte Vecchio, Firenze

Quando assim é, o mercado anseia por atravessar essa ponte. Isto é conseguido com um bom produto, suportado por um plano estratégico de marketing e comunicação.

 

A estratégia como fio condutor da comunicação

Para chegarmos à ponte, precisamos de estradas que nos levem até lá. Se contextualizarmos à nossa realidade, precisamos da estratégia digital para nos levar até ao nosso público.

Mas antes disso, precisamos conhecer o terreno onde desejamos construir a nossa estrada e, por consequência, a nossa ponte. É preciso uma visão panorâmica aérea do local para entender qual a melhor maneira de começar a construção, topografia do terreno e que tipo de materiais a utilizar.

Sempre que começo uma nova estratégia de comunicação, tento trabalhar como um arquiteto que acabou de receber um novo projeto para viabilizar: é preciso mergulhar fundo naquele universo.

Assim como um arquiteto que tem que estudar o cliente e o projeto, o meu trabalho consiste em estudar a empresa profundamente para descobrir qual a melhor maneira de transmitir tudo o que ela faz para o “terreno” que, no nosso caso, é a internet.

Para além dessa imersão, também preciso estudar o público e qual é o seu comportamento online. Quais sites acessa? Qual a rede social preferida? Que tipo de página acompanha? Para o tipo de conversão que a empresa quer, qual é a melhor maneira de atingir esse público?

Existem negócios que, por sua natureza, são considerados boring, sem interesse ou com nada de relevante a dizer. Independente do core business, há sempre assunto e um público interessado nele.

Na Jellycode trabalhamos desde grandes marcas que são fáceis de comunicar pela sua grande atractividade, como pequenas empresas que têm um nicho muito específico e fechado. Sabemos por experiência que, mesmo nestes casos, é possível encontrar conteúdo e uma linha de comunicação que mereça a atenção do público. Muitas das vezes, um público que nem sabiam que existia.

Um caso real: a teoria e a prática.

Esse é um exemplo real do qual eu me orgulho muito: a agência tinha um cliente que acreditava piamente que o seu negócio não tinha absolutamente nada a comunicar nas redes sociais. Indaguei-o sobre essa certeza e a resposta me deu a pista que eu precisava: “eu não gosto de Facebook, aí acho que ninguém gosta também”. Ledo engano.

É preciso separar o gosto pessoal de necessidade da empresa. Eu, pessoalmente, posso não gostar de determinada rede social, mas se for constatado que o meu conteúdo como empresa é melhor aproveitado por lá, estar nessa rede social deve fazer parte da minha rotina de comunicação.

Essa constatação é baseada na estratégia. E o estudo que fiz do mercado desse cliente em específico, bem como a análise da concorrência, do público e de que tipo conteúdo faria sentido para essas pessoas fez com que o cliente se convencesse em ter uma página da empresa no Facebook e no Linkedin.

Hoje temos conteúdo semanal, interação de público-alvo coerente com o negócio e mais de mil curtidas de pessoas reais, que se interessam de verdade pelo que essa empresa tem para comunicar. Não existe melhor maneira de provar uma teoria colocando-a em prática.

Algumas empresas vendem serviços. Outras vendem produtos. Para algumas empresas, a métrica de conversão é o preenchimento de um formulário. Para outras, é a compra do produto na loja online. Em outros casos, a conversão é mensurada com base no número de chamadas ou pedidos de consulta. Cada negócio tem uma métrica de sucesso e definir exatamente como o conquistar, requer estudo e estratégia.

É por isso que a analogia da ponte faz tanto sentido: a estratégia é o que liga o ponto A ao ponto B. Para construir uma ponte que não caia é preciso fazer como um arquiteto e um engenheiro: estudar o terreno, escolher onde construir, definir prazos e acompanhar a obra para, só assim, abrir a ponte para que o fluxo ocorra. As pessoas têm que acreditar que existe algo de bom do outro lado da ponte, para fazerem a travessia para o nosso lado.

 

5 elementos fundamentais em uma estratégia de comunicação eficaz

1. Conhecer o seu produto ou serviço

Parece óbvio, mas conhecer o seu produto ou serviço é o primeiro passo. Quais as vantagens, os benefícios e os diferenciais que o cliente terá se comprar o seu produto? Como o seu produto se diferencia da concorrência?

2. Conhecer o seu público-alvo

Como disse anteriormente, parte do processo da estratégia é entender o público. Quais sites acessa? Qual a rede social preferida? Qual é o comportamento digital dessa pessoa? Por quais conteúdos ela se interessa?

3. Conhecer e definir os canais de comunicação

Para que o nosso conteúdo seja melhor aproveitado, qual é o perfil do cliente que desejamos alcançar e por qual rede social o nosso produto pode ser melhor comunicado? Quais os melhores dias e horários para obter o máximo de atenção do usuário?

4. Tem em mente quais são os desafios da comunicação e quais os objectivos a serem alcançados

Independente do produto ou serviço, todo negócio trabalha baseado em objectivos comerciais. Quando falamos em estratégia digital, que tipo de acção do público determina o sucesso de uma conversão? O preenchimento de um formulário? A compra do produto na loja virtual? A marcação de uma consulta? É essencial saber o que queremos quando nos comunicamos nos meios digitais.

5. Acompanhamento dos resultados

É por isso que é tão importante acompanhar de perto os resultados: se percebermos que tal estratégia não tem funcionado como o esperado, podemos fazer alterações mínimas que podem render muito mais. Já presenciei casos cujo horário das publicações estava errado para o público, as imagens não estavam coerentes com a mensagem e o texto não era explicativo o suficiente. O bom do marketing é que ele não tem uma receita pronta: pode ser feito de acordo com o que o público procura. E se soubermos exatamente o que queremos comunicar, essas alterações são muito mais efectivas.

Se soubermos construir o caminho, ou seja, se a nossa estratégia estiver bem construída nos parâmetros que fazem sentido para o negócio e para o público, certamente colheremos bons frutos no futuro.