António Sousa Rêgo
(freelance copywriter)

Dia 13.03.2020 a Organização Mundial da Saúde decretou o vírus COVID-19 uma pandemia. Nessa data, o vírus já estava espalhado por 114 nações, 118 mil pessoas, e já tinha causado 4291 mortos.

António Sousa Rêgo
(freelance copywriter)

Dia 13.03.2020 a Organização Mundial da Saúde decretou o vírus COVID-19 uma pandemia. Nessa data, o vírus já estava espalhado por 114 nações, 118 mil pessoas, e já tinha causado 4291 mortos.

Os custos de fechar empresas, fechar escolas, fechar estádios de futebol, e impedir qualquer tipo de aglomerado podem não ser suportáveis. A quebra no mercado financeiro pode ser pior que a crise de 2008.

Apesar do vírus não ter uma taxa de mortalidade elevada (cerca de 3,74%) a propagação do vírus (entre 1.6 e 2.4) é bastante elevada comparando com uma gripe normal (1.2) e o vírus gera outros problemas sociais e económicos muito graves.

A infraestrutura para oferecer cuidados médicos a todos os infetados caso as infeções ocorram em simultâneo pode não ser suficiente. Os custos de fechar empresas, fechar escolas, fechar estádios de futebol, e impedir qualquer tipo de aglomerado podem não ser suportáveis. A quebra no mercado financeiro pode ser pior que a crise de 2008.

E o mundo digital? Qual será o impacto do COVID 19 no e-commerce e nas empresas que vendem online? Vamos descobrir…

  1. Evolução geral do e-commerce

Evolução Ecommerce

Nota: As previsões feitas no gráfico acima não têm em conta a pandemia gerada pelo COVID 19. No entanto, é de notar que o e-commerce está em constante crescimento.

Há várias razões para o e-commerce e as vendas online crescerem todos os anos: o número de pessoas com acesso à internet está constantemente em crescendo, cada vez há mais confiança nos processos de compra e venda online, cada vez há mais ofertas online, entre outros. De uma forma geral a venda online tende a aumentar.

Ainda assim, a questão que pretendemos responder mantém-se… Qual vai ser o impacto do COVID 19 no e-commerce?

  1. O Exemplo Chinês

china

Na China, mais de 40 hotéis, cinemas e restaurantes “emprestaram” mão de obra a uma empresa chamada HEMA, detida pelo Alibaba, para ajudar com as entregas dos pedidos feitos online.

Uma empresa de cosmética chamada Lin Qingxuan fechou 40% das lojas (físicas) durante a crise gerada pelo vírus, mas utilizou uma boa parte das maquilhadoras e das pessoas qualificadas para influenciar o público online com vídeos.

Uma empresa de vídeos chamada Kuaishou, que estava avaliada em 28 biliões de dólares, tentou compensar a falta de aulas em escolas e faculdades, criando uma oferta em parceria com o ministério da educação chinês.

55% dos consumidores chineses admitiram estar a utilizar plataformas de e-commerce para se abastecerem durante esta crise. 600% foi o aumento registado nas entregas de alimentos frescos na China em 2020. Os hábitos implementados na China vão permanecer em vigor depois da crise passar? Não sabemos. Podemos esperar um aumento na utilização de redes sociais e nas vendas online? Claramente, sim.

 

Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um. Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo.

Fala-se de uma nova crise pior que a de 2008. Em relação a esta, deixo um excerto do Einstein sobre a crise:

Não pretendemos que as coisas mudem, se fazemos sempre o mesmo. A crise é a melhor bênção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos.
A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias.
Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar “superado”.
Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que às soluções.
A verdadeira crise, é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis.

Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um. Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo.

Em vez disso, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la.

– Albert Einstein –

Todas as tendências apontam para que o digital continue a crescer. O COVID19 pode dar uma quebra grande na economia mundial e levar a uma das maiores crises já alguma vez sentidas pela humanidade, mas pode também potenciar soluções digitais, inovadoras e criativas, que talvez outrora tivessem dificuldade em surgir.

Qual é o impacto do COVID19 no e-commerce?  É positivo. Talvez seja o único impacto positivo do vírus. Acreditemos, tal como o Einstein acreditava, que esta crise nos levará ao progresso.