O atributo nofollow foi introduzido há 15 anos pelo Google como um meio para ajudar a combater o spam de comentários.

Tornou-se rapidamente também, um dos métodos recomendados pelo Google para sinalizar links patrocinados ou relacionados com publicidade. A web evoluiu muito desde que o nofollow foi introduzido em 2005 e chegou agora o momento de o nofollow evoluir também.
A Google anuncia assim dois novos atributos de link que entregam formatos adicionais aos webmasters para assinalar a natureza de links específicos na Pesquisa do Google.

Estes, juntamente com o nofollow, estão identificados e descritos abaixo:

  • rel = “sponsored”: utilize o atributo patrocinado para identificar links no seu website, que foram criados como parte de anúncios, patrocínios ou outros parcerias pagas.
  • rel = “ugc”: UGC significa Conteúdo gerado pelo utilizador e o valor do atributo ugc é recomendado para links dentro do conteúdo gerado pelo utilizador, como comentários e publicações no fórum.
  • rel = “nofollow”: utilize esse atributo para os casos em que pretende vincular a uma página, mas não implica nenhum tipo de recomendação, incluindo a transferência de crédito de classificação para outra página.

A introdução do nofollow pretendia originalmente indicar ao Google que os links marcados com este atributo não deveriam ser considerados no seu algoritmo. Isso agora mudou. Todos os atributos do linksponsored, UGC e nofollow – são tratados como indicações sobre quais links considerar ou excluir na Pesquisa. O Google utilizará agora essas dicas – juntamente com outros sinais – como uma forma de entender melhor como analisar e usar adequadamente os links nos seus sistemas. Por que não ignorar completamente esses links, como havia acontecido com o nofollow? Os links contêm informações valiosas que podem nos ajudar a melhorar a pesquisa, como a forma como as palavras nos links descrevem o conteúdo para o qual apontam. Examinar todos os links que encontramos também pode nos ajudar a entender melhor os padrões de vínculo não naturais. Ao mudar para um modelo de indicação, essas informações importantes não são perdidas, ao mesmo tempo que é permitido aos proprietários do website indicarem que alguns links não devem receber o peso de um endosso de terceiros.

Sabemos que esses novos atributos vão gerar perguntas e, por esse motivo, respondemos abaixo às questões mais frequentes:

Preciso de alterar os meus atuais nofollows?

Não. Se utilizar o nofollow agora como uma maneira de bloquear links patrocinados ou indicar a não passagem de crédito a uma página à qual tem uma ligação, isso continua a ser suportado. Não há portanto, absolutamente nenhuma necessidade de alterar os links nofollow que você já possui.

Posso usar mais de um valor rel em um link?

Sim, pode recorrer a mais de um valor rel em um link. Por exemplo, rel = “ugc sponsored” é um atributo perfeitamente válido que sugere que o link veio do conteúdo gerado pelo utilizador e é patrocinado. Também é válido utilizar o nofollow com os novos atributos, como rel = “nofollow ugc”, se quiser ser compatível com os serviços que não suportam os novos atributos.

Se usar o nofollow para anúncios ou links patrocinados, preciso alterá-los?

Não. Pode continuar a utilizar o nofollow como um método para sinalizar esses links para evitar possíveis penalidades no esquema de links. Não é necessário alterar nenhuma marcação existente. Se tem sistemas que anexam esse atributo a novos links, pode continuar. Recomendamos contudo, que mude para rel = ”sponsored” se ou quando for conveniente.

Ainda preciso sinalizar anúncios ou links patrocinados?

Sim. Se pretende evitar uma possível penalização por esquema de links, utilize rel = “sponsored” ou rel = “nofollow” para assinalar esses links. O Google prefere o uso de “sponsored”, mas qualquer um é bom e será tratado da mesma forma para esse fim.

O que acontece se eu utilizar o atributo errado num link?

Não há atributo errado, exceto no caso de links patrocinados. Se sinalizar um link UGC ou um link que não seja de anúncio como “patrocinado”, o Google verá essa indicação, mas o impacto (se houver algum) seria no máximo não considerarem o link como crédito para outra página. Nesse sentido, não é diferente do status de muitos links UGC e não publicitários já marcados como nofollow.
É uma questão que segue o caminho oposto. Qualquer link que seja claramente um anúncio ou patrocinado deve usar “sponsored” ou “nofollow”, conforme descrito acima. É preferível usar “sponsored”, mas “nofollow” é aceitável.

Por que deveria usar algum destes novos atributos?

O uso dos novos atributos permite processar melhor os links para análise da web. Isso pode incluir seu próprio conteúdo, se as pessoas vinculadas ao seu website fizerem uso desses atributos.

A mudança para uma abordagem de “indicação” incentiva o spam de links nos comentários e no conteúdo UGC?

Muitos websites que permitem que terceiros contribuam com o conteúdo já impedem o spam de links de várias maneiras, incluindo ferramentas de moderação que podem ser integradas em muitas plataformas de blogs e análises humanas. Os atributos de link de “ugc” e “nofollow” continuarão a ser um impedimento adicional. Na maioria dos casos, a mudança para um modelo de “indicação” não muda a natureza da forma como esses links são tratados pela Google. Geralmente, são tratados como foi feito com o nofollow antes e não são considerados para fins de classificação. O Google continuará a avaliar como usar os links na Pesquisa, como sempre fez e como tiveram de fazer em situações em que não era indicado qualquer atributo.

Quando entram em vigor estes atributos e alterações?

Todos os atributos de link, patrocinados, ugc e nofollow, funcionam hoje como indicações ao Google para considerar para fins de classificação. Para fins de rastreamento e indexação, o nofollow tornar-se-á uma indicação a partir de 1 de março de 2020. Aqueles que dependem do nofollow apenas para impedir que uma página seja indexada (o que nunca foi recomendado) devem usar um dos mecanismos muito mais robustos listados em Saiba como bloquear URLs da página na ajuda do Google.